A leitura é uma forma de chegar ao conhecimento e de enriquecer a nossa sabedoria (Rubem Algarve).

sábado, 15 de abril de 2023

14 de abril de 1912 - Jamais esquecer


  Há exatos 111 anos, nesta mesma data, naufragava o colossal cruzeiro de luxo, RMS Titanic, aquele que  ficaria cravado na história como "o navio que nem Deus afunda", pois, asssim ralhavam todos das mais altas classes que nele embarcaram e também os seus engenheiros e construtores. Mas o fato, meus amigos, é que ele afundou e que desastre! Naufragaram salões luxusos, exuberantes, as sedas e pratarias, assim como os metais preciosos que de nada valeram ante as cortantes e tenebrosas águas do Oceano Pacífico! Restando apenas sapatos de couro! Pasmen! Sapatos  de couro no fundo do mar. 

14 de abril de 1912 - Tal data se encontra tão presente no inconsciente coletivo tal qual os trechos dos textos introdutórios do Gênesis ou dos salmos da Bíblia cristã, porque, é justamente nessa anomalia histórica interminável que transformou-se o grandioso navio - em partes deve-se ao famoso filme de maior bilheteria do cinema, sim, você já ouviu falar ou o viu ao menos uma vez na vida - TITANIC, de 1997, de James Cameron - produção esmerada e fidedigna da tragédia, que não só consegue manter-se no posto de uma produção permeada de  referências épicas, românticas e históricas, como também obteve a façanha, como poucos filmes souberam fazer até então de encher nossos olhos a cada exibição e de nos transportar e vivenciar cada um daqueles trágicos e perturbadores últimos momentos dos dramas humanos e existenciais ali reproduzidos - a luta pela sobrevivência em detrimento do abandono das formas mateiriais efêmeras, talvez esta seja a maior lição da tragédia e o maior segredo do filme, a capacidade de luta da nossa espécie em meio a situações desafiadoras e brutais. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário