Capa da revista National Geographic em 2011, quando o mundo atingiu a marca de 7 bilhões de habitantes ao redor do globo. 12 anos depois o mundo bateria a marca de 8 bilhões.
Doze anos depois da publicação da revista National Geographic sobre os 7 bilhões de habitantes ao redor do globo, o planeta Terra completa a marca de 8 bilhões de habitantes. Enfrentamos uma era de desafios no nosso século e nas relações ecológicas, humanas, sociais. Nossa existência está atrelada ao modo como iremos interagir com a natureza e sua biodiversidade que extinguimos a cada cada ano. Somos uma espécie inteligente, perspicaz, capaz das maiores realizações impensáveis em outros tempos, por outros povos e civilizações que aqui viveram e construíram seus impérios, já ruidos e documentados nas páginas da História.
No histórico 20 Julho de 1969 o astronauta Neil Armstrong pisava em solo lunar, imprimindo no nosso satélite natual as pegadas do primeiro humano que ali pisou, semelhante a uma criança artreira, aventureira que descobre o cosmos, fincou ali a bandeira americana e pronunciou a lendária frase: "um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a Humanidade." Em 2022, 53 anos depois da Apollo 11, lançamos outras sondas rumo ao espaço e a missão Artemis I levará novamente o homem, em 2024, cerca de 55 depois deste ter ingressado na aventura espacial a revisitar o astro luminoso que nos encanta nos períodos noturnos. Estima-se que em 2050 a colônia lunar já esteja em condições de abrigar seres humanos. Já imaginou passar as férias num hotel lunar com vista para a Terra? Somos capazes das mais incríveis realizações e feitos como estes e muitos outros que irão suceder-se ainda neste século das maravilhas e desafios a sobrevivência do Hommo Sapiens sobre o planeta azul. A odisséia do homem e seus brinquedinhos espaciais e tecnológicos está muito longe de terminar.
Da chegada do homem à Lua em 20 de Julho de 1969 a Artemis I. De 7 bilhões de habitantes em 2011 a 8 bilhões em 2022, verdadeiramente um gigantesco salto para a Humanidade. Para onde estamos indo? Futuro? Outros planetas? Extinção? Nova Terra? Essas respostas somente o tempo e nossas atitudes que movem o tempo nos dirão.
Diante de todos estes fatos extraordinários, científicos, digitais e expansionistas nas variadas áreas acadêmicas, tecnológicas, eletrônicas e digitais; cabe-nos estacionar nem que seja por alguns momentos, míseros segundos do nosso disputado tempo para meditarmos acerca de nosso papel em relação a responsabilidade coletiva para com as matérias-primas não renováveis da Terra, os biomas desgastados e literalmente destruídos em prol da nossa ganância e sede de crescimento, poder. O desenvolvimento deve caminhar de mãos dadas com a sustentabilidade e senso ético, humanitário para com a nossa querida Mãe-Terra. É preciso refletir para construir. Que possamos meditar sobre mudanças de atitude e postura, que estes 8 bilhões não seja apenas mais um número entre tantos outros que irão aumentar nas estatísticas mundiais, mas a possiblidade de refletirmos nossas escolhas e ações para com o planeta, os seres vivos e o uso de nosso recursos que estão se esgotando a cada ano.
Em 2050 haverá mais plástico, lixo, do que peixes e vida marinha nos oceanos, as ilhas de lixo e os vazamentos de petróleo alastram-se ao passar dos tempos, as queimadas tem prejudicado a Amazônia imensamento sem citar o Pantanl, este vislumbre para os olhos e espetáculo de cores. A indústria têxtil, alimentícia e petroquímica são as responsáveis pelos grandiosos estragos causados em todos os setores da flora e fauna. Todos sabemos e temos ciência da situação caótica a que chegamos em nome de poder, capital, destaque, posição...Lemos o jornal, as matérias que apenas se acumulam e esgotam-se com a fluidez dos acontecimentos líquidos e sem importância. Será tudo apenas dados, números, estatísticas e nada mais? Nos acomodamos a somente sentar em frente a TV e a tela de nossos smatphones e a assistir, diariamente a tragádia e o fracasso da espécie humana, sua irresponsabilidade com o meio natural e o seu vergonhoso ego político que sacrifica a vida de tantos e tantos inocentes, indefesos e expostos ao relento a mercê das decisões dos papéis e canetas dos Congressos, Organizações e Governos, igualmente todos incapazes de sanar as suas dores, angústias e privações humanitárias? Enquanto os grandes deliciam-se com os seus saborosos peitos de frango e fartos leitões, padecem os degradados e desbundados nas ruas de fome, medo, violência, vitimados por uma guerra que não os pertence. A COP27, como era de se esperar não chegou a acordos lá muito vantajosos e definidos e nem mesmo pretendem tomar atitudes que possam impactar o futuro de todos nós para melhor, porque quando eles querem eles tomam e rapidinho, num estalar de dedos, numa rapidez tremenda como um clique digital.
8 bilhões de habitantes ao redor do globo. Para onde estamos indo? Quais são os impactos das nossas ações sobre a vida no planeta e o futuro da nossa espécie?
O Futuro da Terra está em nossas mãos. Sim, eu sei. Parece balela afirmar isso a essa altura do campeonato! Os nossos governos detêm em suas estruturas poderes mais vantojosos de tomadas de decisões cruciais e elementares para tal. Contudo pequenas ações cotidianas podem ser tomadas para contribuir com melhores condições de vida para todos e você sabe muito bem quais são, afinal passamos praticamente a vida inteira, desde o jardim da infância, ouvindo que devemos preservar o planeta. É preciso refletir para construir.
Desejo que a marca de 8 bilhões de habitantes que batemos no último dia 15 de Novembro nos sirva de reflexão para onde estamos caminhando na rota dos acontecimentos deste tempo sombrio, tenebroso e cheio de mudanças e velhos preceitos que ainda persistem.
Beijos, até a próxima!
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