A leitura é uma forma de chegar ao conhecimento e de enriquecer a nossa sabedoria (Rubem Algarve).

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Google: 25 anos de uma empresa que revolucionou o conceito de internet

Confira curiosidades sobre a ferramenta de busca mais popular do mundo.

1. Black Rub, "o primeiro Google"


Atualmente avaliado em 1,66 trilhões (cerca de 8 bilhões) de dólares, o Google nasceu numa modesta garagem de dois estudantes universitários. Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes da Universidade de Standford, criaram um mecanismo de busca para organização das páginas da web que além de organizá-las também as classificava, inicialmente o buscador recebeu o nome de "Black Rub", o primeiro nome da startup que hoje conhecemos como Google.

2. A criação do Google notícias ocorreu por causa de uma falha em 2001

Em 11 de setembro de 2001 ocorreu o atentado às Torres Gêmeas em Nova York. Diante do ocorrido, pessoas do mundo inteiro procuravam notícias sobre o atentado no Google, que diante da alta procura por notícias direcionadas ao onze de setembro, acabou passando por uma crise interna. O fato é que à época, o buscador não dispunha de um direcionamento para notícias recentes. Como resposta a crise o Google no ano seguinte em 2002, lançou a sua plataforma de notícias: o Google Notícias. 

3. O Google Imagens deve muito a cantora e atriz Jennifer Lopez

Outro acontecimento semelhante ao que inspirou criação do Google Imagens se deu em fevereiro de 2000, a cantora e atriz Jennifer Lopez era premiada com o Grammy e compareceu a cerimônia trajada de um vestido verde da marca Versace. As buscas no Google sobre o vestido da vencedora do Grammy cresceram em escala gigantesca, entretanto, para tristeza dos fãs, o Google não mostrava imagenas da premiação, somente textos. Tal incidente inspirou a criação do Google Imagens, lançado no ano seguinte, em 2001.

4. Google torna-se empresa 

A companhia foi oficializada em 4 de setembro de 1997, os criadores a registraram como Google Inc., apesar de que o Google funcionava desde setembro daquele mesmo ano. A empresa foi registrada como sociedade anônima com sede na garagem dos pais de Susan Wojcicki, amiga de Brin e Page que esteve como CEO do YouTube até 2023. Há uma certa confusão acerca da data do aniversário do Google por causa da sua data de  fundação, entretanto, os fundadores a definiram como o 27 de setembro. Quem diria que uma modesta empresa nascida numa garagem  atingiria no futuro 80 por cento da população mundial ? 

5. A galinha dos ovos de ouro 


O Google Ads, a galinha dos ovos de ouro da companhia, que hoje é o seu principal meio de monetização e receita, sugiu nos anos 2000. Hoje o serviço está presente em quase todos os serviços da plataforma, seu primeiro nome foi Adwords e inicialmente os anunciantes publicavam suas propagandas em meio aos resultados de pesquisa. Hoje esse mecanismo gera uma receita de cerca de 68 bilhões (2023) e tende a crescer exponencialmente. 

6. Gmail 


Soa até irônico imaginar que o Gmail tinha inicialmente somente 1 GB de espaço para armazenamento de mensagens e arquivos diversos. Sim, é de se estranhar, mas, esse era o espaço de armazenamento inicial de que dispunha o Gmail, no ano de seu lançamento, em 2008. Outro fato interessante de se notar é que o acesso ao Gmail dependia de convites que eram enviados aos amigos e grupos. Atualmente, o Gmail é o principal agregador dos aplicativos e serviços do Google. 

7. Aquisição do YouTube

Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, eram engenheiros de software da PayPal e lançaram em 2005 o YouTube, um site que permitia o compartilhamento de vídeos entre os usuários. Visando o potencial do site, o Google o adquiriu no ano seguinte, em 2006 e modificou o site de uma forma estupenda. Hoje o YouTube é um dos sites mais acessados do planeta, inclusive aqui no Brasil é o segundo site mais acesado pelos brasileiros. 

8. O significado do nome 


O site OrigiWeb, define o vocábulo Google da seguinte forma: "nome é uma referência ao termo goolgol criado pelo matemático Edward Kasner, da Universidade da Columbia (EUA), para indicar a centésima potência do número 10, ou seja, a unidade seguida de 100 zeros." 


segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Coleção Imortais da Literatura Universal: qualidade editorial e pioneirismo de uma coleção de clássicos que marcou gerações


Coleção os Imortais da Literatura Universal marcou gerações e introduziu no Brasil uma excelência de qualidade editorial nunca vista antes. Algumas editoras até empreenderam nesta empreitada, entretanto, não obtiveram tanto êxito quanto a Abril. A coleção exerce uma espécie de fascínio nos leitores e colecionadores. Poucas coleções no nosso país imprimiram tanta graça e beleza nas suas composições. Os livros da coleção são sofisticados, luxuosos, exuberantes, possuem capa dura, relevos, arabescos e iluminuras douradas da capa até a lombar.

A Coleção os Imortais da Literatura Universal foi publicada com júbilo e glória  pela Editora Abril, através do selo Abril Cultural, criado em 1968 e que era direcionado as artes e a cultura, chegou as bancas durante os anos de 1970 perdurando até 1972, numa época de ouro das publicações impressas no Brasil; quadrinhos, enciclopédias em fascículos, dicionários ilustrados, mapas, guias turísticos, revistas para todos os públicos, almanaques, livros e coleções que instigavam o povo brasileiro a curiosidade, ler, pensar, a cultivar a cultura da leitura nos seus lares e vida cotidiana. 
A Coleção é composta de 50 volumes ao todo e mais três volumes em fascículos de papel couché que narram sumariamente a biografia dos autores dos 50 títulos que compõem a coleção. 


Abaixo segue-se todos os volumes publicados e sua devida numeração, título, autor e tradutor: 

01. Os Irmãos Karamazov – Fiódor M. Dostoiévski (Natália Nunes e Oscar Mendes)
02. As Aventuras do Sr. Pickwick – Charles Dickens (Octavio Mendes Cajado)
03. Madame Bovary – Gustave Flaubert (Araújo Nabuco)
04. Novelas Exemplares – Miguel de Cervantes Saavedra (Darly Scornnaienchi)
05. Decamerão – Giovanni Boccaccio (Torrieri Guimarães)
06. Eugênia Grandet – Honoré de Balzac (Moacyr Werneck de Castro)
07. Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas, Pai (Octavio Mendes Cajado)
08. Werther – Johann Wolfgang von Goethe (Galeão Coutinho)
09. Tom Jones – Henry Fielding (Octavio Mendes Cajado)
10. O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë (Oscar Mendes)
11. Lorde Jim – Joseph Conrad (Mário Quintana)
12. A Vagabunda – Gabrielle S. Colette (Juracy Daisy Marchese)
13. O Sol Também se Levanta – Ernest Hemingway (Berenice Xavier)
14. Pais e Filhos – Ivan Turguêniev (Ivan Emilianovitch)
15. O Retrato do Artista Quando Jovem – James Joyce (José Geraldo Vieira)
16. Memórias Póstumas de Brás Cubas / Dom Casmurro – Machado de Assis
17. Tônio Kroeger / A Morte em Veneza – Thomas Mann (Maria Deling)
18. Os Trabalhadores do Mar – Victor Hugo (Machado de Assis)
19. Servidão Humana – W. Somerset Maugham (Antônio Barata)
20. Ana Karênina – Leão Tolstoi (João Gaspar Simões)
21. Os Noivos – Alessandro Manzoni (Marina Guaspari)
22. Viagens de Gulliver – Jonathan Swift (Octavio Mendes Cajado)
23. O Vermelho e o Negro – Stendhal (Casemiro Fernandes e de Souza Jr.)
24. O Primo Basílio – Eça de Queirós
25. Contraponto – Aldous Huxley (Érico Veríssimo e Leonel Vallandro)
26. As Relações Perigosas – Choderlos de Laclos (Sérgio Milliet)
27. Judas, o Obscuro – Thomas Hardy (Octavio de Faria)
28. O Cristo Recrucificado – Nikos Kazantzakis (Guilhermina Sette)
29. Os Subterrâneos do Vaticano – André Gide (Miroel Silveira e Isa Leal)
30. Moll Flanders – Daniel Defoe (Antônio Alves Cury)
31. Suave é a Noite – F. Scott Fitzgerald (Lígia Junqueira)
32. A Idade da Razão – Jean-Paul Sartre (Sérgio Milliet)
33. O Amante de Lady Chatterley – David Herbert Lawrence (Rodrigo Richter)
34. As Vinhas da Ira – John Steinbeck (Ernesto Vinhaes e Herbert Caro)
35. O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde (Oscar Mendes)
36. Germinal – Émile Zola (Francisco Bittencourt)
37. Ivanhoé – Walter Scott (Brenno Silveira)
38. O Falecido Mattia Pascal – Luigi Pirandello (Mário da Silva)
39. Lady Barberina / Outra Volta do Parafuso – Henry James (Leônidas Gontijo de Carvalho / Brenno Silveira)
40. Contos – Voltaire – Mário Quintana
41. Nosso Homem em Havana – Henry Graham Greene (Brenno Silveira)
42. Almas Mortas – N. V. Gógol (Tatiana Belinky)
43. Moby Dick – Herman Melville (Péricles Eugênio da Silva Ramos)
44. Babbit – Sinclair Lewis (Leonel Vallandro)
45. Mrs. Dalloway / Orlando – Virginia Woolf (Mário Quintana / Cecília Meirelles)
46. A Pele – Curzio Malaparte (Alexandre O’Neill)
47. A Romana – Alberto Moravia (Marina Colasanti)
48. A Condição Humana – André Malraux (Jorge de Sena)
49. O Estrangeiro – Albert Camus (Antônio Quadros)
50. Ficções – Jorge Luis Borges (Carlos Nejar)


"Em ciência leia sempre os livros mais novos. Em literatura, os mais velhos."
- Millôr Fernandes

sábado, 9 de setembro de 2023

Há 55 anos nascia Veja

Há exatos 55 anos nascia a revista Veja, em 11 de setembro de 1968.

     Roberto Civita, criador da revista Veja. 

Manifeste. Desobedeça. Seja você.

O retorno da revista Capricho de volta em formato digital e a adaptação a linguagem e estilo da nova geração TikTok 

O retorno de uma revista que marcou gerações e que agora está de volta ao mercado - enfrentando os desafios de uma época de transformações digitais e adaptações a novos formatos. Esta seja, talvez, a proposta da nova edição da revista Capricho, o diálogo com as novas gerações em um mundo que pouco lê revistas e pouco tem a capacidade de concentração e foco para leituras mais longas, sobretudo a geração Tik Tok - volátil, diria que um tanto alienada e de pouquíssimo hábito de fixação e leitura. Com postagens e reportagens curtas, atrativas, saltando as cores fortes e significativas, versando sobre temas atuais e de fundamental importância no âmbito do mundo digital e dos jovens. O formato e os hábitos mudaram, mas em essência os jovens ainda são os mesmos de alguns anos atrás - ainda são seres em transformação, em dúvida, em efusão de pensamentos, perguntas, em ebulição por novas experiências, sentidos, gostos e experimentações do novo. O nosso jovem brasileiro carece e merece uma revista que atenda aos seus interesses e consiga dialogar com ele e suas vivências, medos, curiosidades e seu mundo interior. Espero que Capricho que sempre conseguiu se inovar em todos os quesitos também consiga survar nessa nova onda de cliques e likes. 

sábado, 19 de agosto de 2023

"Super" é um álbum de maturidade

  O novo álbum do cantor e campositor Jão, antigiu a marca de 8,5 milhões de streams em apenas 24 horas após o lançamento 


recepção crítica, musical e de público do novo álbum do Jão tem se mostrado prolífera e positiva. O mais novo ídolo Pop do país lançou seu novo disco "Super" e caiu estratosfericamente no gosto do grande público jovem. Segundo o G1, o disco atingiu a incrível marca de 8,5 milhões de streams em apenas 24 horas de lançamento, tornando-se, portanto, a maior estreia de um álbum no Spotify Brasil. É espetacular assistir a meteórica ascensão e maturidade de um astro tão encantador e cativante! Este é o quarto e último álbum de uma série autobiográfica do cantor e campositor, que se norteiam pelos quatro elementos, posteriormente, ele já havia lançado - terra (Lobos, 2018), ar (Anti-Herói, 2019), água (Pirata, 2021). E agora, na terça-feira passada (15), lançou o álbum que encerra o ciclo dos quatro elementos com Super (baseado no Fogo, 2023).
Certamente a carta que escreveu no Instagram antes do lançamento do álbum será para sempre recordada pelos seus fãs. Destaco um trecho que particularmente me tocou e considero essencial: 
"Ao longo dessas letras, deixo alguns conselhos que vocês provavelmente não vão seguir. Traições são sutis. Meses são memórias. Escorpiões são leais. Deixo também a primeira música de amor que eu escrevi (e não sobre o amor)..."
— Jão
"(...) Traições são sutis. Meses são memórias. Escorpiões são leais. " 
O que é isso senão o retrato de um homem que viveu?

André Luiz, do Papelpop, descreveu o álbum como um "caminho de autoconhecimento, amor-próprio, sexualidade e resultados incanceláveis, mas alcançados com muita autenticidade e trabalho". 
Escrevendo para o POPline, o crítico Matheus de Carvalho avaliou positivamente o álbum, avaliando a maturidade da construção lírica do projeto, bem como a capacidade de Jão em ter criado um storytelling por cinco anos seguidos, que dão, assim, coesão ao Super: " novo compilado revela um Jão mais maduro que, depois de tantos conflitos românticos, finalmente encontrou conforto em si mesmo. O storytelling e o planejamento estratégico que se desenrolam por pelo menos 5 anos fazem de Jão um case único na cena musical nacional, uma vez que não é tão comum vermos artistas se apropriando de uma narrativa de forma continuada e tão longínqua. O novo álbum so
a como um bom e velho diário de memórias, no qual o cantor nos aproxima de relações ruins e aquelas que não deram tão errado assim, através de um nível de detalhamento e descrição que exala uma perfeita ambientação e nos permite visualizar todas as cenas."


                   Capa & contracapa
   
                        SUPERTURNÊ


Tracklist
Juntamente da capa do álbum, o cantor Jão liberou a tão a tracklist do disco “Super”, que trará ao todo 14 faixas inéditas, separadas entre “Lado A” e “Lado B”. Entre as músicas estará presente a faixa: “Eu posso ser como você”, que foi apresentada aos fãs em dezembro de 2022, durante o show de despedida da Turnê Pirata, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. 

1. Escorpião;
2. Me Lambe;
3. Gameboy;
4. Alinhamento Milenar;
5. Lábia;
6. Maria;
7. Julho;
8. Eu posso ser como você;
9. Sinais;
10. Se o problema era você, por que doeu   em mim?;
11. Locadora;
12. Rádio;
13. São Paulo, 2015;
14. Super.

sábado, 15 de abril de 2023

14 de abril de 1912 - Jamais esquecer


  Há exatos 111 anos, nesta mesma data, naufragava o colossal cruzeiro de luxo, RMS Titanic, aquele que  ficaria cravado na história como "o navio que nem Deus afunda", pois, asssim ralhavam todos das mais altas classes que nele embarcaram e também os seus engenheiros e construtores. Mas o fato, meus amigos, é que ele afundou e que desastre! Naufragaram salões luxusos, exuberantes, as sedas e pratarias, assim como os metais preciosos que de nada valeram ante as cortantes e tenebrosas águas do Oceano Pacífico! Restando apenas sapatos de couro! Pasmen! Sapatos  de couro no fundo do mar. 

14 de abril de 1912 - Tal data se encontra tão presente no inconsciente coletivo tal qual os trechos dos textos introdutórios do Gênesis ou dos salmos da Bíblia cristã, porque, é justamente nessa anomalia histórica interminável que transformou-se o grandioso navio - em partes deve-se ao famoso filme de maior bilheteria do cinema, sim, você já ouviu falar ou o viu ao menos uma vez na vida - TITANIC, de 1997, de James Cameron - produção esmerada e fidedigna da tragédia, que não só consegue manter-se no posto de uma produção permeada de  referências épicas, românticas e históricas, como também obteve a façanha, como poucos filmes souberam fazer até então de encher nossos olhos a cada exibição e de nos transportar e vivenciar cada um daqueles trágicos e perturbadores últimos momentos dos dramas humanos e existenciais ali reproduzidos - a luta pela sobrevivência em detrimento do abandono das formas mateiriais efêmeras, talvez esta seja a maior lição da tragédia e o maior segredo do filme, a capacidade de luta da nossa espécie em meio a situações desafiadoras e brutais.